5 Usos Absolutamente Incomuns da Energia Solar Fotovoltaica no Brasil

A luz e energia do sol estão em todo o lugar, por isso, se você acha que as placas solares estão só nos telhados de casas e empresas, precisa conhecer 5 usos incomuns da tecnologia no Brasil (o 3º é realmente surpreendente).

Independentemente do local, a luz do sol está sempre presente e com a tecnologia dos painéis solares fotovoltaicos (as famosas placas solares) é possível captá-la e transformá-la em energia elétrica.

No Brasil, cresce forte o uso dessas placas nos telhados de casas, empresas, agronegócios e demais estabelecimentos através dos sistemas de energia solar fotovoltaica conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz.

No entanto, com a busca por tudo sobre energia solar e a sustentabilidade que ela agrega, os painéis solares se tornaram a escolha para outras aplicações que necessitam de energia segura e limpa.

Conheça os 5 usos mais incrivelmente incomuns da energia solar no Brasil:

#1 Cinema Solar

Uma van equipada com placas solares e que viaja o Brasil para a exibição gratuita e itinerante de filmes nacionais à população; esse é o conceito do Cinesolar, projeto iniciado em 2013 e que até o momento já realizou 730 sessões pelo país.

Como as sessões são realizadas durante a noite, uma bateria é usada para armazenar a energia gerada durante o dia pelo painel, garantindo a sustentabilidade e tornando a exibição dos filmes literalmente movida a energia solar.

O interior da van ainda conta diversos monitores que mostram, em tempo real, a quantidade de energia produzida pelo painel, assim como animações que explicam os princípios e aplicações da energia solar.

#2 Árvores Solares

Durante a edição de 2017 do festival de música Rock in Rio, várias “árvores solares” foram utilizadas como estações de recarga USB para os celulares do público.

Chamadas de OPtress e com o formato parecido de uma palmeira, cada uma das cinco “folhas” da árvore solar conta com células fotovoltaicas para a captação da luz e conversão em energia elétrica.

Ao todo foram cinco árvores solares instaladas no espaço do festival, sendo que sua energia limpa ainda foi usada na para a iluminação do festival e para abastecer roteadores Wi-Fi e câmeras de segurança.

#3 Usina Solar 

Um grande conjunto de placas solares instaladas sobre a superfície das águas de uma hidrelétrica. Pode parecer mentira, mas é uma realidade desde 2014 na cidade de Rosana, interior do estado de São Paulo.

Trata-se da primeira usina solar flutuante instalada no Brasil, implantada sobre as águas da represa da hidrelétrica de Porto Primavera, de propriedade da CESP (Companhia Energética de São Paulo).

São dois conjuntos de painéis solares, um de módulos rígidos e outro de flexíveis, cada um gerando até 25 quilowatts de energia e instalados em estruturas flutuantes.

#4 Competição de Barcos Movidos a Energia Solar

Inspirados pela primeira edição do Frisian Solar Challenge, competição realizada na Holanda, uma equipe do Polo Náutico da Universidade Federal do Rio de Janeiro começou, em 2006, a construção do primeiro barco elétrico movido a energia solar do Brasil.

Após uma performance competitiva na edição de 2008 da Frisian, a equipe voltou ao país com um prêmio de incentivo para a recriação da competição em terras tupiniquins, assim nasceu o Desafio Solar Brasil.

Realizada entre os dias 12 e 16 de setembro, a edição 2018 contou com 400 estudantes e 20 professores de diversos estados brasileiros, distribuídos entre 16 equipes e 18 embarcações, todas equipadas com placas solares e baterias.

#5 Estádios Com Energia Solar

Graças à instalação de vastos conjuntos de placas solares, cinco estádios de futebol brasileiros já conseguem unir a paixão nacional pelo esporte com a sustentabilidade da energia solar.

São eles: o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro; o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte; a Arena Pernambuco, em Recife; e os estádios de Pituaçu e a Arena Fonte Nova em Salvador.

Dentre eles, o Mineirão é o que possui o maior sistema solar, com 6 mil placas gerando 1,42 megawatts. Assim como uma casa com energia solar, o excedente da energia gerada pela usina vai para a rede da distribuidora, nesse caso a CEMIG.

Fonte: EcoDebate