A Economia que vem do Sol

No Solar do Parque, a energia solar significa economia com o valor do condomínio Foto: Divulgação

Ter um imóvel próprio é um sonho para muita gente. Se, ao conseguir realizar esse sonho, o imóvel vier acompanhado de economia na conta de luz e menos impacto ambiental, melhor ainda. Utilizar uma fonte de energia limpa em um condomínio já é realidade no Solar do Parque, em Salvador (BA). O residencial foi projetado para suprir a demanda energética por meio de uma fonte limpa: o sol. Ele faz parte de uma série de empreendimentos da MRV Engenharia que já fazem uso dessa tecnologia.

– Foram instaladas placas solares no topo dos prédios para a geração de energia das áreas comuns do empreendimento. Naquele momento estávamos só testando a tecnologia. Hoje, o sistema já está ligado, gerando energia e benefício para o condomínio – afirma Luis Henrique Capanema, gestor executivo de Suprimentos da MRV Engenharia.

Capanema refere-se à chamada energia fotovoltaica. As placas solares distribuídas por painéis contam com uma camada interna, onde se localizam células fotovoltaicas, também chamadas de “wafers”, por lembrarem a forma de biscoitos. Feitos de silício ultrapuro e tratados quimicamente, estes dispositivos captam a energia solar e a convertem em energia elétrica. Um inversor de frequência cuida de transformar a corrente contínua produzida em alternada para ser destinada à iluminação das áreas comuns. O que sobra vai para a rede de distribuição da concessionária de energia local. No final do mês, esta energia extra que foi gerada entra como saldo e é abatida da conta de luz.

– Para o bolso de quem mora no imóvel a vantagem fica clara. Ele terá geração completa de energia em apartamentos e em áreas comuns, irá reduzir a conta de energia pessoal e pagará menos pelo condomínio. A redução pode chegar até 80% – explica o gestor executivo da MRV.

Segundo ele, a experiência em Salvador serviu de teste para o lançamento de um projeto de maior escala da empresa. A intenção da construtora é que até 2021 todos os seus empreendimentos sejam lançados com essa tecnologia. Para isso a MRV deverá investir cerca de R$ 800 milhões no período.

– Em 2017, a expectativa é de lançarmos 17 mil unidades com energia fotovoltaica. A experiência tem sido muito enriquecedora, estamos aprendendo rapidamente sobre a tecnologia. Temos obras no Brasil inteiro, um país com dimensões continentais. Precisaremos de fornecedores capacitados para atender a todas as regiões e contar com todas as concessionárias – explica o executivo.

 

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Outro desafio identificado por Capanema é explicar ao público interessado nestes empreendimentos sustentáveis como se dá essa conversão da energia solar captada em energia elétrica.

– Muita gente ainda confunde com aquecimento de água. A energia solar para essa função, e que já está mais difundida, é uma tecnologia mais simples e antiga. Já a conversão da energia solar em energia elétrica é um pouco mais complexa. O desafio é fazer uma comunicação simples e efetiva para que o nosso público entenda os benefícios – afirma o gestor, que acredita ser a empresa uma referência no uso do sistema.

Para Capanema, isso diferencia a MRV Engenharia das demais empresas do mercado e já é um marco na construção civil brasileira. Ele acredita que essas inovações deverão nortear a escolha do consumidor no futuro.

– Hoje as empresas da construção civil estão cada vez mais eficientes e tecnológicas. Acredito que chegaremos ao ponto de o cliente escolher onde comprar ou morar, baseado em valores de sustentabilidade. E aí, sim, isso será um fator primordial na escolha do imóvel para comprar – acredita.

Essas e outras iniciativas de sustentabilidade da construtora estão disponíveis em mrv.com.br/sustentabilidade.

Fonte: Extra