Alagoas ganha sua primeira miniusina de energia autossustentável

Uma nova fonte para garantir a sustentabilidade econômica e ambiental no campo.

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Num estado onde o sol reina absoluto – durante quase todo o ano -, o aproveitamento pleno dessa matriz energética só faz crescer o mercado de energia solar no país. Uma realidade que começa a mudar, inclusive, o modo de vida do brasileiro.

É que o uso das energias alternativas está provocando um novo conceito. O brasileiro está conseguindo enxergar luz no fim do túnel e a produção da própria energia pode ser um excelente negócio.

De olho nesse crescimento e pensando em modelos de sustentabilidade é que o Governo de Alagoas, em parceria com a empresa da iniciativa privada Energisol, inaugurou a primeira miniusina de energia solar autossustentável no Estado.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), Álvaro Vasconcelos, participou da inauguração representando oficialmente o Governo. “É preciso estarmos atentos aos novos conceitos de sustentabilidade econômica e ambiental. A utilização da energia solar é a grande opção para um país como o nosso”, destacou o secretário.

Mas, na verdade, a presença de Álvaro Vasconcelos sinaliza as intenções futuras do Governo de estender esse sistema de produção de energia limpa e renovável ao campo. Ele explica que a nova energia – que já vem sendo utilizada em muitos domicílios brasileiros – vai beneficiar e muito o homem do campo. “A tecnologia se desenvolve a nosso favor”, lembra.

E ele diz entusiasmado. “O uso da chamada energia verde, sem dúvida, vai ajudar aos produtores da Bacia Leiteira na hora da ordenha mecânica, na agroindústria, no processo de irrigação das lavouras e, fundamentalmente, no desenvolvimento da produção agrícola no entorno do Canal do Sertão – que já começa a produzir e onde a eletrificação é precária”.

O empreendimento instalado na fábrica de Pré-Moldados Alagoas utiliza sistemas fotovoltaicos capazes de gerar energia através de placas de luz solar. A miniusina conta com 320 painéis fotovoltaicos.

Para Roberto Bonessi, diretor da Pré-Moldados, os incentivos do Governo foram além da sustentabilidade. “Além da conta zerada em três meses de funcionamento aqui no Estado, ainda inserimos o contexto social ao integrar jovens do sistema prisional trabalhando na empresa”, destaca.

E numa espécie de ‘via de mão dupla’, a verdade é que todos saem ganhando. Enquanto, o empresário é estimulado por técnicos do governo a utilizar essa tecnologia, indiscutivelmente, a melhor moeda de troca é o empresário ter da fazenda estadual a certeza da isenção da cobrança do ICMS pela energia gerada.

Vantagens da energia autossustentável

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a energia solar poderá responder por, aproximadamente, 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh).

A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa energia é de 8 mil quilômetros quadrados, o equivalente a um quadrado de 90 km de lado – quase uma vez e meia a área do Distrito Federal.

E, ainda, segundo as previsões, em 2018, o Brasil deverá estar entre os 20 países com maior geração de energia solar, considerando-se a atual potência já contratada e a escala da expansão dos demais países. Só pra se ter uma ideia, estudos internacionais para o planejamento do setor elétrico em 2050 estimam que 18% dos domicílios brasileiros vão contar com geração fotovoltaica (8,6 TWh) ou 13% da demanda total de eletricidade residencial.

Em média, as placas de luz solar possuem uma vida útil de 25 anos. No país, desde 2012, o governo permite que o consumidor produza energia a partir de fontes renováveis e forneça para a distribuidora o excedente. Não há pagamento em dinheiro, mas o consumidor fica com crédito para abater no que for gastando.

Fonte: Primeira Edição