Às escuras, comunidade do Amapá cobra aplicação de energia solar

Placas fotovoltaicas instaladas na comunidade não funcionam, dizem moradores

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Moradores da comunidade rural Padaria, em Laranjal do Jari, a 265 quilômetros de Macapá , reclamam que estão sem energia elétrica há cerca de uma semana. Segundo eles, o sistema fotovoltaico, que captaria energia solar e a converteria em eletricidade, não funcionou.

O sistema começou a ser instalado em junho, e teria apresentado problemas técnicos, conforme a comunidade. O frentista Moisés Cordeiro, de 31 anos, disse que a empresa responsável pela obra não encerrou a instalação das placas de luz fotovoltaicas, que capta energia solar, e as que foram colocadas nunca teriam funcionado, enfatizou.

A empresa Jari Energia informou que está analisando o caso.

“O sistema de energia da comunidade tem duas centrais de placas, uma no início e outra no meio da comunidade, de onde vem a distribuição da energias para as casas. Mas as placas instaladas no início da comunidade nunca funcionaram ou geraram energia”, falou Cordeiro.

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Ele completa que o sistema foi instalado por uma empresa responsável pela construção da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, e que funciona com a ajuda de um motor a óleo diesel para carregar as baterias.

“A geração das placas solares só acontecia se tivesse um motor para carregar as placas solares. E agora o problema é maior, as baterias não estão carregando, mesmo com o motor ligado. É uma falha técnica que ocorreu no momento de construção do sistema”, falou o frentista.

Os moradores dizem que apesar de haver geradores de energia nas comunidades rurais, a quantidade de 1,1 mil litros de diesel, fornecidas pelo governo do Amapá por meio de determinação judicial, já acabou, e, com isso, as famílias ficaram sem energia elétrica.

“A empresa nem se manifesta quanto a isso e quem fica prejudicada é a comunidade. A empresa ofereceu aos moradores um projeto para energia solar, mas, na verdade, não funcionou, pois era apenas experimental, então eles não terminaram a obra”, lamentou.

Fonte: Jornal Floripa