Aumenta a diversificação do uso de energia solar

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Projeção é que investimento nos painéis varie de R$ 20 mil a R$ 30 mil

O aumento da utilização dos sistemas fotovoltaicos no Brasil é algo que chama a atenção. A prática é cada vez mais difundida, notadamente, em prédios novos, que podem incluir a medida no momento do projeto. No entanto, proprietários de edificações mais antigas, como igrejas (principalmente as evangélicas), teatros, hotéis e residências, também têm demonstrado interesse em instalar os painéis que aproveitam a radiação solar para gerar energia elétrica.

O instrutor técnico da Blue Sol Energia Solar Ronilson Di Souza salienta que a energia solar está na moda atualmente no País. Porém, o especialista destaca que, no caso de construções mais velhas, é necessário tomar alguns cuidados para implementar um arranjo fotovoltaico nos telhados. Souza explica que é preciso checar se a estrutura e o madeiramento estão em boas condições e se irá alterar a fachada do prédio. Além de levar em conta o peso estático do próprio dispositivo, o instrutor técnico lembra que se deve considerar o peso dinâmico, com a ação do vento.

Os valores de um sistema fotovoltaico variam, mas Souza informa que o custo médio da instalação de 1 Watt Solar é em torno de R$ 10,00. Segundo o instrutor técnico, para atender a uma residência que possui um consumo médio de 300 kWh ao mês, a estimativa é que seja necessário um investimento de R$ 20 mil a R$ 30 mil. O engenheiro de projetos da EPI Energia – Projetos e Investimentos em Energia Renováveis Magnus Knecht é outro profissional que alerta sobre a verificação da estrutura do telhado e quanto à observação da carga suportada por metro quadrado. Se a informação não constar na planta da edificação ou não for possível contatar o arquiteto responsável, um engenheiro ou outro técnico precisa fazer essa estimativa. Normalmente, um painel fotovoltaico pesa cerca de 20 quilos. Knecht enfatiza que o potencial para implantar os painéis fotovoltaicos no País e no Estado é enorme.

A micro e minigeração de energia feita por pequenos geradores (baixa tensão, como residências e comércios) através de dispositivos como painéis fotovoltaicos ou de aerogeradores de menor porte têm registrado um crescimento vertiginoso. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em agosto, o Brasil superou a marca de 5 mil conexões (5.040) desse tipo de geração à rede de distribuição, contra 1.148 ligações em setembro do ano passado. Na ocasião, o Rio Grande do Sul era o terceiro estado do País com mais instalações (564 – contra 111 registradas em setembro de 2015), atrás somente de Minas Gerais (1.226) e São Paulo (711). Do total das instalações no Rio Grande do Sul, 555 aproveitavam a fonte solar.

Rio Grande do Sul possui disponibilidade para implantar sistema em mais de 3 milhões de telhados

Se os telhados são pontos estratégicos para a implantação de painéis fotovoltaicos, o Estado possui grande vantagem nesse sentido. O engenheiro de projetos da EPI Energia – Projetos e Investimentos em Energias Renováveis Ivan Moura realizou um levantamento com base em dados do IBGE, de 2010, que aponta que havia, na ocasião, mais de 3 milhões de telhados no Rio Grande do Sul, com uma área média de 85 metros quadrados.

Moura comenta que o ideal para um melhor aproveitamento da energia solar é que o telhado esteja voltado para o norte e que não se tenha um obstáculo, como uma árvore, impedindo a passagem da luz. Quanto à manutenção, o instrutor técnico da Blue Sol Energia Solar Ronilson Di Souza explica que os módulos fotovoltaicos vão precisar de limpeza, variando de acordo com o local. Regiões que têm maior nível de poluição vão demandar mais manutenção.

A ação é simples: basta contratar um eletricista, técnico ou engenheiro eletricista para verificar se os componentes elétricos do sistema estão em boas condições de operação, se os dispositivos de proteção estão funcionais etc. Souza orienta que isso seja feito, no mínimo, duas vezes por ano. A limpeza pode ser feita com jato d’água ou vassoura de cerdas macias, da mesma maneira como se limpa vidros, tomando cuidado com a película hidrofóbica, que recobre painéis mais modernos.

fonte: Jornal do Comércio