Aumento de tendência de instalação de energia alternativa em SC é desafiador para Celesc

Das 370 instalações alternativas em Santa Catarina que integram o sistema de geração distribuída, 97,8% são de energia solar, segundo a Aneel. Florianópolis é a cidade com maior número de adeptos dessa modalidade: 88, o equivalente a 25% do Estado. Atrás vêm Joinville (8%), Blumenau (5,6%) e Jaraguá do Sul (4,7%).

Segundo o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, a captação de energia solar é a fonte alternativa mais adequada para residências em áreas urbanas, porque é limpa e sem ruído, utiliza áreas normalmente subaproveitadas, como o telhado das casas, e dificilmente sofrerá impactos externos que impeçam o funcionamento, como a falta de ventos, por exemplo, no caso da eólica.

SC é um dos únicos cinco Estados que cobra ICMS sobre energia de quem instala energia solar.

Para a Celesc, companhia à qual estão atrelados 92% das unidades consumidoras com energia renovável em SC, o crescimento dessa tendência representa desafios, conforme explica o engenheiro eletricista da companhia, Thiago de Olivera Cassel.

Como Funciona CELESC

O despejo da eletricidade excedente na rede gerada pelas residências causa dificuldades no planejamento técnico, porque pode haver oscilação de carga e tensão, já que momentos do dia sem sol, por exemplo, são suficientes para fazer a residência que se abastece da energia solar consumir por instantes a da rede até que as placas voltem a absorver os raios.

Essa oscilação, afirma Cassel, pode mascarar a sobrecarga do sistema no futuro, pois não há como precisar de forma permanente qual o volume de eletricidade gerado pelas residências pode ser compartilhado com a rede.

SC é o maior gerador de energia alternativa por número de habitantes no país

Além disso, usuários do sistema de energia distribuída relatam problemas recorrentes na medição da eletricidade consumida e gerada, pois os leituristas ainda não estão acostumados a interpretar os relógios bidirecionais. A Celesc diz que são casos pontuais e que tem trabalhado para qualificar os profissionais.

O que diz a resolução 482 da Aneel

– Geração na própria unidade consumidora: quando a residência se beneficia da energia gerada no próprio terreno e dos créditos na fatura, com o despejo do excedente na rede da concessionária.

– Autoconsumo remoto: quando outro imóvel do mesmo titular também se beneficia dos créditos obtidos.

– Geração compartilhada: quando vários interessados se unem em consórcio ou cooperativa para instalar micro ou minigeração e usar a energia para reduzir as faturas.

– Empreendimentos de múltiplas unidades: instalação de geração distribuída em condomínios, onde a energia gerada pode ser repartida entre os moradores.

Fonte: DC