Banco do Nordeste lança crédito para energia solar

O Rio Grande do Norte terá R$ 30 milhões em crédito do FNE Sol para investir em micro e minigeração de energia distribuída este ano.

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Instalação de equipamentos, segundo usuários, ajuda a reduzir valor da conta de energia.

Esta é a expectativa do Banco do Nordeste (BNB) que lançou ontem o programa FNE Sol, em solenidade realizada na capital cearense e transmitida para os Estados do Nordeste. A nova linha usa recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste com prazo de pagamento de até 12 anos, com até um ano de carência. Em 2015, o Banco financiou em torno de R$ 10 milhões em projetos pelo FNE Verde.

O banco também estuda a abertura de crédito para pessoas físicas que queiram instalar sistemas alternativos de geração de energia distribuída em residências. O processo de contratação para pessoa física por CDC (Crédito Direto ao Consumidor) está em fase de construção. As condições ainda não foram divulgadas.

O BNB atua em duas linhas de financiamentos no setor de energia, um para energia distribuída e outro de energia centralizada – a depender do potencial de geração, explica o gerente da agência Natal-Centro da instituição, Thiago Dantas. A centralizada se refere a grandes empreendimentos como parques eólicos, parques fotovoltaicos, central de hidrelétrica, termelétrica. Já a distribuída, que trata o FNE Sol, é aquela gerada pelo próprio consumidor, com o valor economizado na conta de energia podendo ser usado para abater as parcelas do financiamento. “O BNB já fazia o financiamento por meio de linhas mais convencionais. A diferença, é que esta linha tem condições diferenciadas e direcionada para as empresas que querem maior eficiência”, frisa o gerente.

Outra vantagem, segundo ele, é que o empreendedor poderá dar como garantia a alienação fiduciária dos equipamentos que estão sendo contratados. Podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, placas fotovoltaicas, inversores, materiais auxiliares e instalação.

Empresas

O crédito é destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas, associações e pessoas físicas. As empresas poderão ter acesso a linha de crédito, a partir de avaliação técnica por empresas de consultoria, que levam em consideração o porte da empresa, demanda por energia e capacidade de geração e investimento.

“A avaliação vai calcular a demanda de energia necessária a cada negócio e se, de fato, for comprovado que vale a pena para o empreendimento colocar um sistema fotovoltaico ou eólico, frente aos custos e investimento, só então o banco faz a análise financeira”, explica.

O investimento pode ser financiado em até 100% e há bônus de adimplência de 15%. Desta forma, para empreendimentos que faturam até R$ 90 milhões ao ano, a taxa de juros será de 11,18% ao ano (a.a.) com bônus de 15% para quem pagar em dia o que reduz para 9,5%.

Para quem fatura acima deste valor ao ano, a taxa de juros é de 12,95 a.a., com o abatimento de 5% cai para 11%. E, durante o ano de carência, os juros serão cobrados a cada três meses.

Fonte: Tribuna do Nordeste