Começa instalação da usina fotovoltaica no Ifsc

Começou nesta semana a instalação da usina fotovoltaica no Câmpus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc). Ao todo, 225 painéis estão sendo instalados no telhado do câmpus, o que possibilitará que parte da energia consumida seja produzida na própria instituição. A expectativa é de uma economia de 40% no custo da energia, o que equivale a R$ 8 mil ao mês.

Um guindaste auxiliou no içamento dos painéis até o telhado. O material está sendo acomodado nos pontos onde serão instalados, devendo ser finalizado até sábado. O projeto foi autorizado pelas Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) no primeiro semestre deste ano e a expectativa é de que a usina entre em funcionamento até o final de 2017.

A implantação do sistema fotovoltaico faz parte de uma política nacional implementada pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação. Os painéis estão sendo instalados pela empresa Alba Energia e Automação, de Minas Gerais, vencedora da licitação realizada em 2016. O investimento será de R$ 442.034,29, oriundos de uma emenda parlamentar do deputado federal Jorge Boeira (PP).

De acordo com o diretor-geral do IFSC Câmpus Criciúma, Lucas Dominguini, a usina trará impactos importantes para a instituição. “Além da questão financeira, é um dos modelos mais modernos em termos de produção elétrica, pois produz uma energia limpa e sem resíduos. No viés educacional, temos cursos na área de elétrica e mecatrônica, o que serve como usina modelo para os alunos conhecerem essa tecnologia”, explica.

Usina semelhante também já foi instalada no Câmpus Florianópolis do Ifsc e será instalada no Câmpus Jaraguá do Sul – Rau. A central solar do Câmpus Florianópolis consta como uma das maiores geradoras de energia renovável de Santa Catarina. “A usina do Câmpus Criciúma será uma das maiores da região sul de Santa Catarina”, afirma Dominguini.

A usina terá potência instalada de 70kwp, com capacidade de gerar 8.400kwh por mês, o equivalente ao consumo de 35 unidades residenciais. A energia excedente gerada será jogada na rede de distribuição de energia da Celesc, permitindo ao IFSC economizar no valor gasto com a conta de luz. “O excedente produzido será injetado na rede de distribuição, gerando créditos que são trocados nos momentos em que o consumo de energia elétrica do Câmpus for maior que a geração”, destaca Lucas Cúnico, professor do curso de Eletrotécnica e um dos responsáveis pelo projeto.

Segundo Cúnico, a usina não afetará o dia-a-dia do Câmpus, pois será instalada no telhado, ficando visíveis apenas os inversores nas proximidades dos quadros elétricos do terceiro piso. “Por outro lado, há o caráter educativo e ambiental. Pode fomentar visitas de escolas ao empreendimento”, declara.

Fonte: Engeplus