Conta de energia fica mais cara: aprenda como economizar em casa

Com aumento do custo, especialista dá dicas, que vão desde diminuir tempo de banho até avaliar a possibilidade de aderir à chamada tarifa branca.

Reajuste na tarifa, reajuste no valor das bandeiras, mudança de bandeira verde para amarela. A sequência de medidas aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos últimos meses vem deixando – e ainda vai deixar – a conta de energia mais cara para os consumidores de Bauru.

Diante da preocupação crescente com o peso no orçamento, o JC ouviu um especialista para dar dicas sobre como economizar energia e reduzir o valor da fatura. As orientações vão desde dicas simples, como diminuir o tempo de banho, até avaliar a possibilidade de aderir à chamada tarifa branca, um tipo de cobrança diferenciada para quem não costuma consumir muita energia nos chamados horários de pico.

A alta na conta de energia vem ocorrendo desde abril, quando a Aneel autorizou o reajuste de 8,34% na tarifa da CPFL Energia para consumidores atendidos em baixa tensão e de 9,3% para os consumidores de alta tensão. Já em maio, foi acionada a chamada bandeira tarifária amarela, que gera uma cobrança extra devido à elevação no custo de produção de energia provocada pela diminuição das chuvas.

Em junho, a bandeira voltou a ser verde, suspendendo o acréscimo nas contas. Especialistas apontam, contudo, que é grande a chance de bandeira vermelha, com custo ainda maior, durante o inverno, que começa amanhã.

Outra novidade anunciada em maio, aliás, foi o reajuste nos valores das bandeiras amarela e vermelha. Para cada 100 kWh consumidos, o custo da primeira aumentou de R$ 1,00 para R$ 1,50 e da vermelha passou de R$ 3,00 para R$ 4,00 no patamar 1 e de R$ 5,00 para R$ 6,00 no patamar 2.

ATENÇÃO AO CHUVEIRO

Especialista em energia, Braz Melero destaca que o chuveiro é um dos equipamentos que respondem pelo maior consumo de energia de uma residência. Portanto, reduzir o tempo de banho e optar, principalmente durante o inverno, pelo horário mais quente do dia para ligar o chuveiro são duas medidas fundamentais.

“Quando a temperatura ambiente não está tão baixa, você consegue tomar banho com a água em temperatura não tão quente, o que gera gasto menor de energia”, explica. Segundo a CPFL Energia, nos meses mais gelados, o banho passa a ser responsável por 25% a 35% dos gastos na conta de luz.

Quanto à geladeira, a recomendação é não forrar prateleiras, o que impede a circulação interna do ar, e testar a eficiência da borracha de vedação, utilizando o velho truque caseiro da folha de papel. “Se a folha escapar, certamente está havendo desperdício de energia”, aponta Melero.

“As pessoas também não devem ficar muito tempo com a porta da geladeira aberta, pensando no alimento que pretende consumir, e nem colocar alimentos quentes dentro da geladeira”, acrescenta. Outra dica é manter o equipamento à distância mínima de 15 centímetros da parede.

Já quanto ao ferro de passar, a orientação é juntar uma boa quantidade de roupas para passar de uma só vez e separar as peças por tipo, começando por aquelas que exigem menor temperatura. “As pessoas também devem estar atentas aos aparelhos em stand-by, que consomem energia. Quando possível, vale tirar a tomada da parede”, frisa.

A iluminação da residência também precisa receber atenção. A melhor opção é substituir as lâmpadas fluorescentes por modelos LED, que têm durabilidade dez vezes maior, de até 80 mil horas. “Além disso, elas mantém a luminosidade mais estável, porque emite mais luz do que calor”, observa.

Energia solar fotovoltaica: economia de até 95%

A instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica pode gerar uma economia de até 95% nas contas de energia. É o que afirma Alessandra Boaventura, assistente administrativa de uma empresa especializada no ramo em Bauru.

De acordo com ela, o investimento necessário varia de acordo com a quantidade de módulos que fará parte da instalação. Mas, em média, o retorno do investimento ocorre após cinco anos.

“Todos os cálculos sobre o custo-benefício, material e instalação são garantidos pela empresa. Avaliamos como vantajoso para imóveis que consomem a partir de 200 kwh/mês. Neste caso, o custo médio do kit solar é a partir de R$ 10 mil, incluindo a instalação de seis módulos (placas solares)”, aponta.

O especialista em energia Braz Melero conta que possui este tipo de sistema em casa. Quando não contava com o equipamento, a conta chegava a R$ 800,00 por mês. Agora, ele paga a tarifa mínima de R$ 47,00 cobrada pela CPFL para o seu padrão de consumo. O valor, segundo Alessandra, varia de acordo com o tipo de ligação, que pode monofásica, bifásica ou trifásica, e a região da cidade onde está o imóvel.

E mesmo quem vive em apartamento pode se beneficiar desta opção, desde que tenha outro imóvel, como uma chácara, em que seja possível instalar os módulos para produzir energia e, assim, fazer o abatimento na conta do primeiro endereço. “Especialmente em 2019, devido ao apelo econômico, a procura pelo kit solar aumentou muito. E não precisa ter renda alta, já que hoje existe banco que financia o pagamento por meio de linha específica”, ressalta.

Fonte: Jcnet