Cresce a participação das renováveis na oferta interna de energia do Brasil

A fonte eólica conquistou um novo e importante número em 2016, de acordo com o recente relatório do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com a pasta, a Oferta Interna de Energia (energia necessária para mover a economia) registrou proporção de 43,5% de fontes renováveis no ano passado, número 2,2 pontos percentuais maior do que o registrado em 2015.

E foi a fonte eólica, juntamente com a lixívia da indústria de celulose e resíduos da biomassa, que ajudaram a puxar esse crescimento. Essas fontes tiveram uma expansão em participação na matriz de 10% em 2016, nas contas do MME.

Ao todo, o mix de fontes renováveis em 2016 foi composto dessa forma: o etanol ficou 40,1%, seguido da hidroeletricidade com 28,9%. Em terceiro, aparecem a lenha e o carvão vegetal, com 18,4%. Outras fontes registraram aproximadamente 12,5%.

“A menor geração de energia elétrica por fontes fósseis, bem como a retração do consumo destas fontes nos setores econômicos, contribuíram para que o Brasil diminuísse as emissões de CO2 em 7,7% em 2016”, acrescentou o MME.

No entanto, a Oferta Interna de Energia teve queda de 3,8% na comparação com 2015, fechando o ano passado com 288,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo. O ministério afirma que o recuo é coerente com a retração de 3,6% na economia e que foi influenciado pela redução de quase 20% nas perdas na transformação devidas à menor geração termelétrica. Além disso, a redução de 5,3% no consumo do setor energético também afetou o resultado.

Fonte: PetroNotícias