Energia solar é a opção de economia na conta de luz de 1.094 famílias catarinenses

O consumidor residencial ou de pequenos comércios encontra soluções para a geração pelo sistema fotovoltaico a partir dos R$ 5.000.

Daniela conseguiu reduzir em R$ 300 a conta de luz a partir da instalação das placas fotovoltaicas – Daniel Queiroz/ND

Com a bandeira tarifária vermelha sendo aplicada desde agosto de 2017, uma solução para economizar na conta de luz é a opção pela energia solar. Santa Catarina ultrapassou a barreira das 1.000 unidades consumidoras com o sistema fotovoltaico, atualmente com 1.094, das 15 mil existentes no Brasil. O diretor de operações da Engie Solar, Rodrigo Kimura, lembra que o consumidor residencial ou de pequenos comércios encontra soluções para a geração de energia a partir dos R$ 5.000. O retorno do investimento é estimado de três a quatro anos.

Kimura chama a atenção para os 25 anos de garantia das placas. “Hoje você consegue gerar energia com apenas uma placa. As placas têm uma longa vida útil e após a garantia ela passam a gerar menos energia, o equivalente a 80% da capacidade total. Mesmo assim vale a pena, porque é uma energia limpa e em abundância, sem falar que é a mais democrática”, explicou o diretor da Engie Solar.

Em fevereiro, a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) lançou o primeiro projeto no Brasil para a disseminação desta fonte energética: o Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica. A pedagoga Daniela Azevedo foi uma das 1.000 famílias contempladas e a conta de energia elétrica reduziu em cerca de R$ 300 por mês.

“Fazíamos de tudo para economizar. Troquei as lâmpadas, desligava os eletrodomésticos pela régua e mantinha um freezer desligado. A conta não baixava dos R$ 500. Agora, se o mês não for chuvoso e nublado, a conta oscila entre R$ 180 e R$ 230”, revelou a pedagoga, que mora com o marido e dois filhos, no bairro Carianos, em Florianópolis.

O programa da linha fotovoltaica da Celesc prevê subsídio de 60% para os contemplados. Do sistema dimensionado no valor de R$ 16.705,83, cada usuário paga R$ 6.682,33, em seis vezes. No Bônus Eficiente, a estimativa é de uma economia de R$ 2.000 por ano, pela produção média de 280 Kwh/mês.

Programa da Celesc instalou o sistema em 671 unidades consumidoras

Das 1.000 famílias contempladas no programa bônus eficiente da Celesc em parceria com a Engie Solar, 671 receberam o sistema fotovoltaico. Além da colocação das placas, a empresa faz a colocação do inversor solar, que é o equipamento responsável por colocar na rede a energia gerada.

“Os projetos foram feitos para cada casa e o ideal é que todos fossem virados para o norte, com inclinação de 20°. Essa é a posição para a maior captação. A radiação também é menor no inverno, em relação ao verão. São vários fatores que aumentam ou reduzem a geração no sistema fotovoltaico”, contou o diretor de operações da Engie Solar, Rodrigo Kimura.

O gerente de projeto da Celesc, Marcio Lautert, explicou que as regras da ANEEL estipulam que o excedente de energia gerada pelo consumidor fica como crédito durante cinco anos. Mesmo em caso de excesso de energia gerada, o consumidor precisa pagar mensalmente a taxa de disponibilidade do sistema elétrico. “O crescimento do sistema fotovoltaico dobra a cada ano no Brasil, após a resolução em 2012. A previsão é que teremos cerca de 800 mil unidades consumidoras em 2024”, comentou.

Lautert não confirmou a segunda edição do programa Bônus Eficiente. Ele informou que depende de estudos sobre a eficiência energética. Em cinco dias de inscrição para as 1.000 bolsas do programa, a Celesc recebeu 11.925 inscrições. O projeto conta com o subsidio de R$ 11,3 milhões do programa de eficiência energética da ANEEL.

Fonte: Notícias do Dia