No Leblon, estacionamento é também miniusina de energia solar

Placas instaladas captam a energia solar em estacionamento financiado pelo FCO.

Maior estacionamento fotovoltaico de Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação)

Quem deixa o carro em uma das vagas cobertas da Chácara Bonança nem imagina que o local na verdade é uma usina solar. Além de garantir sombra e proteção para os veículos, placas fotovoltaicas absorvem a energia no local considerado o maior estacionamento desse tipo em Mato Grosso do Sul, com potência de 97,20 kWp.

A ideia veio do próprio dono do espaço, Douglas Veratti. Ele precisava de um lugar amplo e longe do Centro para montar a estrutura que vai reduzir a conta de luz de outro empreendimento da família, o Hotel Concorde.

“O projeto inicial previa colocar as placas perto do chão, mas eu pensei, por que não fazer um estacionamento embaixo delas? Ficando mais altas, é mais difícil as pessoas mexerem”, contou ao Campo Grande News.

Toda a estrutura foi bancada com recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste). “Quis investir em energia solar depois de visitar a Alemanha e ver que ela é pioneira nesse seguimento e não tinha o tanto de sol que temos aqui. Comecei a fazer uns orçamentos e deu certo. Tem vários empresários que estão esperando só a minha conta chegar para ver se tem economia mesmo e montarem suas usinas”, relata.

O prédio do hotel não tem espaço para as placas e fica em um lugar onde outros edifícios fazem sombra, dificultando a captação da radiação. O estacionamento fotovoltaico não é capaz de gerar sozinho toda a energia que o Concorde precisa e por isso Douglas também instalou placas no telhado de um terceiro prédio da família, atualmente alugado para os Correios.

“Todo o sistema custou R$ 970 mil. O financiamento me dá dois anos de carência antes do vencimento da primeira parcela. Pelas contas que fiz, em seis anos e meio eu consigo pagar essa conta”, relata.

A instalação das placas tanto no estacionamento como no prédio foi feita pela empresa Solar Energy.

Hewerton Elias Martins, diretor-presidente da companhia, explica que durante o dia, as placas usam os raios solares para gerar energia. Tudo o que não é consumido naquele momento, é jogado na rede da Energisa e vira uma espécie de bônus, devolvido à noite quando os painéis param de trabalhar.

Esse sistema faz com que as placas não precisem necessariamente ficar no lugar que será alimentado por elas, como fez Douglas.

“As duas usinas vão gerar 24 mil quilovats por mês. O hotel, com isso, vai pagar a taxa mínima da concessionária”, completa.

Fonte: Campo Grande News