No Nordeste, Marina promete incentivo à energia solar e conta de luz mais barata

Candidata quer gerar dois milhões de empregos na região.

Marina Silva faz caminhada em Taguatinga, no Distrito Federal – Givaldo Barbosa/Agência O Globo/14-09-2018

Em mais uma incursão pelo Nordeste, a candidata Marina Silva (Rede) prometeu implantar em seu governo, caso seja eleita, um plano para reduzir a conta de luz dos brasileiros e gerar dois milhões de empregos. Ela esteve em Aracaju, na capital de Sergipe, onde disse ainda que tem como meta transformar o Brasil em uma ‘potência’ na geração de energia limpa com a mudança da matriz energética, financiamento de projetos de energia solar e eólica, além do uso de biomassa.

Segundo Marina, que vem perdendo votos e posições nas últimas pesquisas eleitorais, o “Projeto Sol para Todos”, que tem como foco o Nordeste, vai gerar emprego e renda com a contratação de 10 gigawatts de energia solar fotovoltaica no Brasil até 2022. Essa potência instalada equivaleria a quase uma usina hidrelétrica de Belo Monte, cuja potência nominal é 11 gigawatts. O plano, segundo a candidata, além de baratear a conta de luz e gerar empregos, também geraria segurança energética para o país.

— Vamos criar um novo ciclo de prosperidade e aumentar a energia solar na matriz energética brasileira em cerca de 10% em relação ao que já temos. Vamos nos tornar uma potência em geração de energia limpa, utilizando as possibilidades que temos do sol, do vento e da biomassa — prometeu Marina em Aracaju, que explicou que os investimentos viriam da iniciativa privada, de linha de crédito do BNDES e de bancos estatais e, em menor escala, também da parcela reembolsável do Fundo Clima.

O “Sol para todos” é um desdobramento das diretrizes do programa de governo de Marina Silva e seu vice Eduardo Jorge. Pelo detalhamento, a previsão é instalar 1,5 milhão de telhados solares no Brasil em quatro anos. Segundo a candidata da Rede, a instalação de painéis solares nas casas permite aos usuários reduzir em mais de 90% suas contas de luz, usando a energia da rede interligada apenas à noite. Outro benefício seria a geração de empregos com a fabricação de placas solares no Brasil. Hoje a China é o maior fabricante de painéis fotovoltaicos do mundo.

— Eu tenho dito que o Brasil se preocupa demais com o pré-sal, mas que o Nordeste é o nosso pré-sol, uma riqueza energética potencial ainda pouco explorada, mas que pode se reverter em benefícios para a população e para o planeta — disse Marina.

Fonte: O Globo