Panificadoras potiguares investem em energia solar e conseguem economia de até 50%

Além de fortalecer imagem da empresa por contribuir com a redução do impacto ao meio ambiente, energia limpa gera outro diferencial competitivo: redução nos custos fixos.

Panificadores potiguares investem em energia solar como diferencial — Foto: Constep Energia

Empreendimentos do setor da panificação têm investido na geração de energia solar como alternativa aos padrões tradicionais no Rio Grande do Norte. Além de fortalecer a imagem da empresa por contribuir com a redução do impacto ao meio ambiente, esse tipo de energia gera outro diferencial competitivo: redução nos custos fixos do empreendimento e a possibilidade de oferecer preços mais justos aos clientes.

Por ser uma fonte sustentável e econômica, o sistema solar fotovoltaico – que transforma a luz do sol em energia para o uso comum – está na mira dos panificadores do estado e é aposta certa para inovação. Embora os equipamentos necessários à instalação ainda sejam de alto custo, os empreendedores garantem que o investimento é válido, já que o sistema de painéis solares atua de modo independente e não está sujeito à elevada carga tributária ou à variação das tarifas de eletricidade.

Além disso, recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) anunciou uma linha de crédito permanente para apoiar investimentos em fontes de energia renováveis. Esses incentivos governamentais também têm sido propulsores para a adoção de tecnologias sustentáveis. No caso da Padaria Brasil, estabelecimento centenário localizado em Macaíba, na Grande Natal, a adesão ao sistema aconteceu há pouco mais de dois anos. Embora planejado há mais tempo, Pedro Messias da Cruz (75) estudou o processo de transformação da empresa e aguardou o momento oportuno para o investimento.

“Consegui um crédito junto ao Banco do Nordeste e, desde então, venho pagando o financiamento, que é regressivo. O valor da mensalidade do crédito chega à metade do que eu estaria pagando hoje na conta de luz”, assegura Pedro Messias. A economia, que chega a 50% de redução nos custos mensais, é ainda maior após a quitação do investimento. Depois, a única taxa que continua sendo paga à Companhia Energética do Estado (Cosern) é a tarifa mínima, que não chega a R$ 70. Além de gerar energia para a própria empresa, o excedente é doado para a Cosern, que faz uso do provento sem retorno monetário à padaria.

A tecnologia para o setor tem se tornado cada vez mais eficiente e acessível. Os empresários alegam que essa iniciativa pode refletir diretamente no bolso do cliente, por garantir maior rentabilidade para a empresa e, consequentemente, a expansão do setor.

Em Natal, a Panificadora Rainha também aposta na instalação dos painéis solares para produção de energia fotovoltaica. Apesar de o sistema ainda estar sendo implementado, a expectativa é de “excelentes” resultados para a padaria. “O incentivo veio após uma palestra promovida pela Associação dos Panificadores do Estado (AIPAN). Ainda estamos na fase de investimento, mas não tenho dúvidas dos benefícios para o negócio: reduz custos, ajuda ao meio ambiente e ainda valoriza o empreendimento”, fala com o empresário Pedro Ney Pentes, proprietário da panificadora.

Fonte: G1