Parque de Exposições adere ao sistema fotovoltaico e deve economizar 92% do custo de energia elétrica

Sociedade Rural diz que com a implantação do sistema, o custo mensal de energia vai passar de R$ 14 mil para R$ 1.000.

Placas foram montadas no telhado do Clube dos Fazendeiros (Foto: Solon Queiroz/ Arquivo pessoal)

O Parque de Exposições João Alencar Athayde aderiu ao sistema fotovoltaico, que converte a luz solar em energia elétrica. O projeto foi implantado nesse mês e já deve ser usado durante a 44ª Expomontes, que começa na próxima sexta-feira (29). A estimativa da Sociedade Rural é que sejam economizados 92% do custo de energia mensal. “Considerando a média do ano, o parque gasta em torno de R$ 14 mil por mês, com a implantação, a despesa será na ordem de R$ 1.000”, explica Leonardo Vasconcelos, diretor de patrimônio da sociedade rural.

De acordo com a Sociedade Rural, o projeto viabiliza o pagamento da taxa mínima de energia limpa. Ao todo, o sistema é composto por 446 placas, com capacidade de 260 w cada uma. Elas ocupam um espaço de 724,1 m², montado no telhado do Clube dos Fazendeiros. A estimativa é que sejam gerados 191.495 kWh por ano.

“O consumo médio do parque é de 15.000kwh/mês. Com as instalações, é previsto a produção de 17.000kwh/mês. Isso deve atender 106% da demanda prevista do parque durante todo o ano”, destaca Leonardo.

Além da economia, o Presidente da Sociedade Rural, José Luiz Veloso Maia ressalta que a implantação do projeto também tem o viés de sustentabilidade, uma vez que a energia fotovoltaica elimina a emissão de carbono e a necessidade de hidrelétrica. “Esse contrato é o primeiro passo para que o Parque de Exposições se torne autossustentável, porque o futuro é esse. Existe a necessidade urgente de que as entidades que formam opinião demonstrem, de maneira concreta, qual é o caminho a ser seguido”, afirma.

O Projeto

Parque de Exposições (Foto: Sociedade Rural/ Divulgação)

O diretor de patrimônio Leonardo Vasconcelos explica que antes da instalação o projeto ambiental precisa seguir alguns parâmetros, que vão desde a análise técnica, passando pela captação da luz solar, até a conversão para energia elétrica. Tudo de acordo com as regras ambientais.

“O projeto é encaminhado para a concessionária, passa por uma análise, e só depois é feita a implantação. Tudo isso é auditado pela CEMIG, que libera para que a energia produzida durante o dia seja injetada na rede. Esse processo leva em torno de seis meses. Em junho fizemos a interligação com a rede pública”.

O diretor comenta ainda que a demanda durante o ano passa por oscilações, por isso, é feito um controle do volume gerado. “O parque tem picos de consumo muito alto na época da exposição e nos demais meses têm consumo relativo médio. A energia gerada é acumulada e tem prazo de 60 meses para utilizar. É como se fosse criado uma ‘conta corrente’, na qual é usado o crédito já produzido”, finaliza Leonardo.

Fonte: G1