Residências podem deixar de emitir 1 tonelada de CO2 por ano com microgeração fotovoltaica.

Em 2014, auge da crise energética, 26% do nosso sistema elétrico foi abastecido por termelétricas.

AquecedoresSolaresO crescente volume de emissão de gases de efeito estufa (GEE) é motivo de debate e preocupação no Brasil e no mundo. Por isso, na Semana Mundial do Meio Ambiente, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) alerta sobre a importância da mini e microgeração de energia residencial como uma das formas para alcançar as metas de redução de CO2 acordadas na COP21.

Estudo desenvolvido pela ABESCO revela que uma residência equipada com um sistema fotovoltaico capaz de gerar 180 kwh/mês pode reduzir cerca de 1,3 toneladas de CO2 na atmosfera em um ano. Em 25 anos, tempo de garantia dos módulos fotovoltaicos, esse volume pode alcançar cerca de 32 toneladas.

“A verdade é que o setor elétrico brasileiro tem sido um dos grandes emissores de CO2 nos últimos anos. Em 2014, auge da crise energética, 26% do nosso sistema elétrico foi abastecido por termelétricas, uma das fontes mais poluentes. Tanto que no mesmo período a emissão de CO2 derivada das termelétricas, em alguns períodos, ultrapassou a emissão causada pelo desmatamento. Por isso a mini ou microgeração fotovoltaica entra como opção de sustentabilidade”, explica o autor do estudo e especialista em eficiência energética associado da ABESCO, Rodrigo Dalmonico.

Segundo Dalmonico, se 20 mil residências ou unidades consumidoras produzissem cerca de 180kwh/mês (o consumo médio mensal por residência no Brasil é de 166 kwh) seria possível reduzir a emissão de 26 mil toneladas de CO2 na atmosfera anualmente, além de gerar uma economia de até R$22 milhões por ano.

Fonte: Agência IN