Sede da Associação de Docentes terá 80% da energia gerada por placas solares

Cinquenta e seis 56 placas fotovoltaicas foram instaladas no telhado da casa, em São Domingos.

Instaladas. Placas fotovoltaicas da sede da Aduff, em São Domingos, começarão a funcionar nesta quarta-feira – Freelancer / Guilherme Pinto

O ditado popular diz que quem está sem dinheiro torce para chover. Mas quem entende de eficiência energética espera sempre que faça sol, porque isso pode representar economia. A partir de quarta-feira, a Associação de Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff) começará a utilizar energia solar. Essa é a primeira vez que um sindicato da cidade toma esse tipo de decisão. Na semana passada, foram instaladas 56 placas fotovoltaicas no telhado da sede da entidade, em São Domingos. Elas serão responsáveis por captar 80% da energia elétrica utilizada no local. O investimento total foi de R$ 85 mil, que a instituição espera recuperar em quatro anos.

Como os equipamentos têm vida útil estimada em 25 anos, a direção espera economizar, neste período, até R$ 1,3 milhão do fundo de professores. Presidente da Aduff, o professor Gustavo Gomes, da Faculdade de Serviço Social, explica que os associados do sindicato esperam que a entidade faça mais do que simplesmente atender às pautas de classe.

— Nós representamos a categoria de educação e procuramos dar o exemplo. A sustentabilidade é muito importante, e a iniciativa representará uma economia grande para o sindicato. Queremos ver isso replicado pela cidade — afirma Gomes.

Durante o processo que resultou, na última quinta-feira, na eleição de Antonio Claudio da Nóbrega, do Instituto Biomédico, como novo reitor da UFF, os professores conversaram com todos os candidatos. Entre as pautas, estava a apresentação de uma proposta para que uma medida semelhante fosse adotada pela universidade, que frequentemente tem problemas com despesas de energia elétrica. Em dezembro do ano passado, a dívida com a Enel chegou a R$ 15 milhões e resultou no corte do fornecimento do serviço em diversos campus. Entre eles, o da reitoria, em Icaraí.

— Todos os candidatos receberam bem a proposta. Agora, vamos trabalhar para que ela seja efetivada pelo vencedor em todas as unidades, não apenas em Niterói. Além de isso representar uma grande economia a curto prazo, a UFF tem um grande time de especialistas em energia e eficiência energética que pode ser aproveitado para implementar medidas semelhantes. Em nossa sede, o abastecimento por energia solar será de 80% apenas por questões técnicas, de tamanho de terreno, alcance do sol e área construída. Se fosse possível, esse total seria de 100% — garante Gomes.

Embora Antonio Claudio da Nóbrega, atual vice-reitor, apoiado pela situação, tenha sido eleito pela comunidade acadêmica para o quadriênio 2018-2022, superando o ex-reitor Roberto Salles, sua posse no cargo não está confirmada. A homologação depende ainda da indicação do presidente da República, como é praxe em todas as universidades federais. A posse do indicado está prevista para novembro próximo, mas ainda sem data definida.

Fonte: O Globo