Subsídios para produção de energia solar vão pesar mais na fatura da luz

Centrais fotovoltaicas representam 2,5% de toda a produção elétrica no regime especial, mas pesam 11,5% no sobrecusto dessa mesma produção. Ao contrário da eólica, a energia solar vai custar mais às famílias portuguesas no próximo ano.

ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

Os produtores de energia solar fotovoltaica com tarifas garantidas deverão no próximo ano faturar 160 milhões de euros, dos quais 134 milhões serão um subsídio implícito face ao custo de mercado da eletricidade. A energia solar é uma das poucas fontes renováveis cuja subsidiação irá crescer em 2018, de acordo com as projeções da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Em termos unitários, a ERSE estima que no próximo ano a produção fotovoltaica tenha um custo médio para os consumidores portugueses de 300 euros por megawatt hora (MWh), o mais alto preço de venda de todas as fontes da produção do regime especial (PRE). Um registo que supera os 264 euros por MWh previstos para a energia das ondas (ainda em fase experimental e com peso residual, gerando um custo total de 6 milhões em 2018).

Fonte: Expresso