Sul do Piauí terá oito parques de produção de energia eólica

A empresa Atlantic Energias Renováveis iniciou a implantação de oito parques de produção de energia eólica em Lagoa do Barro do Piauí (493 km de Teresina).

Os 65 aerogeradores da Atlantic Energias Renováveis serão distribuídos por 8 parques, em uma área de 2.854 hectares, e utilizarão os bons ventos do Nordeste para gerar 195 MW de energia eólica.

As obras do Complexo Eólico Lagoa do Barro estão sendo tocadas e nesta terça-feira os transformadores de potência elevatória serão descarregados no empreendimento.

A Atlantic Energias Renováveis iniciou o transporte de seus transformadores de potência elevatória (trafos), que partiram de Blumenau, em Santa Catarina, para chegar nesta terça-feira no Complexo Eólico Lagoa do Barro, localizado no sudoeste do Piauí.

A empresa Atlantic Energias Renováveis informou que com 50% das obras civis, de eletromecânica e relacionadas às linhas de transmissão concluídas, agora o empreendimento irá receber os trafos, partes fundamentais das subestações.

Os tarfos são os responsáveis pela elevação ou redução da tensão, o que resulta no mínimo de perdas energéticas durante o percurso e garante a distribuição da energia pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

Assim, o Complexo Eólico Lagoa do Barro está cada vez mais próximo de entrar em plena operação comercial, cuja previsão é para o segundo semestre deste ano.

O primeiro empreendimento da Atlantic Energias Renováveis no Piauí alcançou 50% das obras gerais concluídas – construção civil, eletromecânica e linha de transmissão.

A implantação da fábrica de torres, responsável pela produção de 1.500 peças que sustentarão os 65 aerogeradores, é o principal destaque do mês. Estão sendo finalizadas as atividades civis e a montagem da usina de concreto para que, ainda em março, seja iniciada a montagem dos pórticos e da cobertura da área de fabricação das dovelas (peças de concreto que compõem as torres dos aerogeradores).

Com a produção da estrutura dos aerogeradores realizada dentro do próprio empreendimento – processo inovador também utilizado no Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar –, o resultado é a “diminuição de riscos com logísticas e maior monitoramento das atividades de produção”, explica o gerente de obras, Armando Barros.

Para que as torres de concreto sejam edificadas já no início do segundo semestre, continuam sendo construídas em março as plataformas (52% concluídas) e fundações diretas dos aerogeradores: 54 escavadas, sendo que 48 já foram concretadas.

Estão em andamento também as obras civis da estação coletora (15,6% finalizadas) e das vias de acesso que ligarão os oito parques do complexo (85% concluídas), além da linha de transmissão que levará energia limpa ao ponto de conexão, em São João do Piauí. “Com o início das fundações das torres da linha de transmissão do último trecho, a implantação da linha está 62,2% concluída”, afirma Armando.

Com operação prevista para o final deste ano, o segundo maior complexo eólico da Atlantic terá 195 megawatts de potência instalada. Para isso, ao longo de seus 2.854 hectares, funcionarão os “maiores e mais potentes aerogeradores do Brasil”, com 120 metros de alturas e pás de 63 metros cada, ressalta Armando Barros.

Outro ativo do empreendimento será a maior linha de transmissão já implantada pela Atlantic, com 88,1 kms de extensão que levarão energia limpa a mais de 400 mil residências.

A Atlantic Energias Renováveis atua no desenvolvimento, implantação e operação de projetos de geração de energia elétrica proveniente de fontes renováveis. Sediada em Curitiba, no Paraná, a empresa opera nos estados do Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Rio Grande do Sul.

Os projetos da empresa, nos Ambientes de Contratação Regulada (ACR) e Contratação Livre (ACL), somam 642 Megawatts de potência vendida. Todos os empreendimentos são monitorados à distância por meio do Centro de Operações localizado na sede da Atlantic, em Curitiba (PR).

Desde junho de 2016, a Atlantic é 100% controlada pelo fundo de investimento britânico Actis, empresa líder em investimentos em private equity em mercados emergentes, com um portfólio crescente de investimentos na Ásia, África e América Latina.

Fonte: Meio Norte
Fonte: Cidade Sem Foco