Tecsis fecha fábrica de Itu e demite mais funcionários

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Dando continuidade ao que chamou de “reestruturação de suas plantas industriais”, a Tecsis, fabricante de pás para geradores de energia eólica, desativou a unidade que mantinha em Itu e demitiu cerca de 700 trabalhadores que lá prestavam serviços. Em Sorocaba, cerca de 400 funcionários foram dispensados na semana passada, o que eleva o total para mais de mil.

Por meio de nota encaminhada ao Cruzeiro do Sul em resposta aos questionamentos da reportagem, a empresa informou que tomou a medida “para se adequar aos contratos vigentes e à atual demanda do mercado”. Por conta disso, continua o texto, “unidades de produção do interior de São Paulo foram centralizadas e o número de funcionários reduzido”.

O comunicado, porém, não faz referência ao total de dispensas. As informações chegaram ao jornal por meio de trabalhadores que pediram para não ter os nomes divulgados. Nos últimos dois anos a indústria reduziu de 8 mil para cerca de 5 mil o número de funcionários em suas plantas de Sorocaba e Itu, sem contar as demissões mais recentes.

Em reportagem publicada em junho, a empresa informou que algumas das plantas mantidas em Sorocaba estavam em processo de encerramento de produção. A situação foi determinada pela não renovação dos contratos com clientes. A Tecsis também interrompeu temporariamente o projeto de construção de uma planta maior, que centralizaria toda a produção de pás eólicas na cidade. Na ocasião, a empresa afirmou que o setor de energia absorveu os impactos da crise econômica.

A Tecsis revelou que as linhas de produção e o total de funcionários eram dimensionados conforme os contratos estabelecidos para cada modelo de pá. Os compromissos são firmados com prazos determinados. A planta da rua Moacyr Ozeas Guitti, em Sorocaba, foi fechada entre agosto e setembro. Na mesma ocasião, cerca de 400 trabalhadores foram dispensados.

Em 2014, no auge da produção dos componentes destinados aos parques eólicos do Brasil e do exterior, a Tecsis chegou a empregar quase 8 mil trabalhadores, divididos em 11 plantas de Sorocaba e Itu. Apesar das demissões na empresa, a expectava da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) é de que o segmento deve crescer nos próximos anos.

Para o próximo dia 19 de dezembro está programado leilão para fornecimento de energia alternativa, o que deve contribuir para diminuir os efeitos da crise que hoje é administrada. A presidente da Associação, Elbia Silva Gannoum, disse que num dos últimos leilões realizados a procura por energia eólica ficou abaixo da expectativa.

Fonte: Jornal Cruzeiro