‘The Economist’: Protecionismo ameaça indústria solar da América

A indústria como um todo é uma das histórias de sucesso da nação.

Os instaladores e utilitários que usam a energia solar argumentam que as tarifas rígidas poderiam reduzir a competitividade de custos da energia solar

Matéria publicada nesta segunda-feira (25) pelo diário britânico The Economist avalia que a mera ameaça de protecionismo já retardou o avanço da energia solar na América.

De acordo com a reportagem, em 22 de setembro, essa ameaça tornou-se realidade quando a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC) ignorou as preocupações de grandes partes da indústria solar e determinou que dois dos fabricantes de células solares do país sofreram com o resultado das importações, principalmente provenientes da Ásia.O caso, que envolve o uso de uma lei comercial denominada Seção 201, colocou dois fabricantes de células solares americanas financeiramente frágeis contra uma grande e vibrante série de instaladores de painéis solares, que usam as células importadas em seus painéis. Os instaladores e utilitários que usam a energia solar argumentam que as tarifas rígidas poderiam reduzir a competitividade de custos da energia solar, assim como em alguns estados americanos está batendo a paridade com outras formas de geração de energia.

A partir de agora até 13 de novembro, quando o ITC decidir quais as medidas de segurança recomendadas, uma batalha será travada sobre a forma como esses meios devem ser regidos, ressalta The Economist.

A Associação das Indústrias de Energia Solar, um órgão da indústria, diz que a proposta da atingirá bilhões de dólares de investimento e lançará 88 mil pessoas para fora do trabalho no próximo ano.

Espera-se que essas precipitações durem um par de anos, pelo menos até que os fabricantes asiáticos movam fábricas de células solares para a América para ignorar as barreiras comerciais esperadas, dizem analistas.

Muitos analistas esperam que o presidente Trump tome o conselho do ITC. O caso dá-lhe a oportunidade de mostrar que ele está defendendo a fabricação americana, além de atacar a China e outros exportadores de baixo custo. Mas será uma vitória pírrica. A indústria como um todo é uma das histórias de sucesso da América, empregando mais pessoas – 260 mil – do que as indústrias de petróleo e gás da América, finaliza The Economist.

Fonte Original: The Economist

Fonte: Jornal do Brasil