Universidade de British Columbia desenvolve célula solar capaz de gerar energia em dias nublados

Pesquisadores da UBC descobriram uma maneira barata e sustentável de criar uma célula solar usando bactérias que convertem luz em energia. Cortesia de Flickr / LillyAndersen via University of British Columbia

Pesquisadores da Universidade de British Columbia divulgaram detalhes de sua nova “célula solar com base em bactérias” capaz de converter luz em energia elétrica mesmo em condições de tempo nublado.

Anunciado como um método “barato e sustentável” de geração de energia de fonte renovável, a célula pode gerar uma corrente mais forte que qualquer outra já registrada em dispositivos semelhantes. O desenvolvimento da célula abre novas possibilidades para regiões tipicamente encobertas, como a Colúmbia Britânica, onde se localiza a Universidade, e o norte da Europa, onde a primeira rodovia solar do mundo foi inaugurada. 

A tecnologia é particularmente aplicável a locais de céu nublado, como a Colúmbia Britânica e no norte da Europa, onde foi inaugurada a primeira rodovia solar do mundo, na França. Imagem

As células solares “biogênicas” contêm organismos vivos e foram desenvolvidas a partir de esforços anteriores que se concentraram na extração do corante natural que as bactérias usam para a fotossíntese. A partir do processo tradicionalmente caro e complexo de extração do corante, os pesquisadores da UBC, liderados pelo professor Vikramaditya Yadav, mudaram o foco para a bactéria E. coli, que foi geneticamente modificada para produzir grandes quantidades de licopeno, um corante que é eficiente na absorção de luz para gerar energia.

Nossa solução para um problema local da Colúmbia Britânica é também um passo significativo para tornar a energia solar mais econômica […] registramos a densidade de corrente mais elevada para uma célula solar biogênica. Esses materiais híbridos que estamos desenvolvendo podem ser fabricados de forma econômica e sustentável, e, com a devida otimização, poderiam funcionar com eficiência comparável às células solares convencionais.
-Vikramaditya Yadav, Professor do Departamento de Engenharia Química e Biológica da UBC.

A equipe estima que o processo poderia reduzir o custo da produção de corante em 90%, representando um salto significativo para a viabilidade da tecnologia. Após o anúncio, a equipe continua avançando, procurando um processo que não mate as bactérias, possibilitando, assim, a produção de corante indefinidamente.

Se desenvolvida com sucesso, a tecnologia também pode ser aplicada à mineração, exploração em águas profundas e outros ambientes com pouca luminosidade.

Via: The University of British Columbia

Fonte: arch daily